Monday, March 21, 2011

what it feels like for a girl


a quem interessar possa (a todas vocês, assim espero): assinem a peticao pra parar com essa merda.

outro comentário: "de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima era um travesti". o jornalista doente mental que escreveu essa merda de texto podia ter sido mais decente e escrever:

"de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima era uma cidada brasileira".
ou
"de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima era uma pessoa".
ou
"de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima era um ser humano".

de acordo com meu boletim de ocorrência da vida, as palavras usadas num contexto imbecil como o do da matéria, induzem o leitor/espectador a entender "o lado do criminoso".

tipo: "de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima do estupro estava bêbada". ou "de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima era um mendigo". ou "de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima voltava sozinha pra casa às 2h da manha". ou "de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima usava um rolex".

mas nao existe lado pra maldade.






dá vontade de dar um logout na vida.

4 comments:

Schneider said...

Não é fácil perceber o que há por trás de algo (sim, tão banal) tão banal quanto a frase "a vítima foi um travesti", porque é um país em que ser travesti implica em se prostituir e, claro, ser assassinado. É quase uma lógica matemática. É como, há alguns meses, um jornal usou o verbo "faxinar" para dizer que camelôs haviam sido retirados de determinada rua do recife. usar o verbo faxinar para camelô (as vítimas não eram pessoas, eram camelôs) também não chama atenção.

schneider carpeggiani

schneider carpeggiani

vodca barata said...

carpe, como diria nossa cabalinha, "as palavras sao como anjos". sai da boca (da caneta, da impressora), já era: os efeitos tanto podem ser enriquecedores como devastadores, e a responsabilidade é de quem as fala. sim.

JuLLy.LaCeRDa. said...

Revolta.

natalia said...

Por que há sempre justificativa para a maldade? Como se alguma característica da vítima ou qualquer coisa que faça justificasse o ato perverso a que foi submetida. É o fim.