Thursday, May 30, 2013

eita danousse!



star trek!


o saldão começa depois de amanhã!

Wednesday, May 29, 2013

morte e vida do meu projeto de conclusão de curso, parte 3

não faz tanto tempo que o mundo me fez mudar meu TCC, mas desde então eu vivi tanta coisa que parece que foi há milênios e não lembro de mais nada, quase.

meu problema era exatamente minha teimosia: eu queria fazer um projeto "fotografável", "visual". não queria me ocupar mais uma vez de algo invisível, de mais uma metáfora. queria ser igual todo mundo: descomplicada. queria um projeto no qual meu objeto, fosse concreto, real, material. pra facilitar bem muito minha vida.

só que, na minha profunda ignorância, desconsiderei o corpo como sendo o que ele é: símbolo. vi o corpo e seus afluentes como estrutura, matéria. coitadinha. e deu no que deu, mesmo eu tendo começado a série com artistas (um músico e uma dançarina), com quem tenho mais empatia. depois, quando parti pros trabalhos braçais, aí é que as foto ficaram ruins mermo haha!

ao mostrar a ute e werner as primeiras tentativas, ute disse logo: "não dá nem pra acreditar que a mesma pessoa que fez uma série como 'autotomy (...)' pode fazer umas fotos dessas". essas:





e ainda teve até um shooting em que minha yashica simplesmente não funcionou. mal acreditei em meus olhos quando terminei de revelar, tirei o filme da química e vi o negativo lisinho, sem nada. mas tive uma epifania, e percebi o sinal dos deuses pra aceitar minha inapetência pra fotografar "as coisa".



claro, ute tem razão. nas fotos dá pra ver que eu, andando na direção errada, tratei corpo como uma bola de basquete, um cone de sorvete, um descascador de cenoura. por isso deu errado.

mais do que isso, eu fui contra meu próprio instinto. se eu sou uma neurótica, que gosta de usar a mídia errada pro resultado procurado, então pronto, é assim. eu gosto de fotografar coisas que não dá pra ver; coisa que em teoria (ou ao menos na minha escola) não dá pra fotografar. e eu reclamo que eu só fotografo tema complicado, mas a verdade é que eu gosto.

então depois da epifania no laboratório, sentei na grama do parquinho perto de casa com catarina e, sendo guiada pela sua imensa sabedoria, aceitei que meu projeto atual não era ruim, mas não sou a pessoa apropriada pra fazê-lo. aceitei uma ideia que queria pôr em prática faz tempo, mas que ficava refutando, pra poder viver em paz.

mas é que não gosto de viver em paz.

então comprei filme, fiz uma malinha, peguei um trem e vim pra wuppertal fotografar mulheres heterossexuais vivendo com hiv. dói, mas é o que eu sei fazer.



pra ver a parte 2.
pra ver a parte 1.


Tuesday, May 28, 2013

musa al-fêmea da semana: fabiana moraes.

minha amiga fabiana moraes é autora desta série sobre, sei lá, violência contra a mulher, mas isso não diz tudo. a série "ave maria" que fabi (mais a fotógrafa helia scheppa) escreveu e editou é mais que reportagem, é um aviso, é um wake up call, é uma tristeza.

fabiana cozinhou soja pra mim e me ouviu e me tirou do limbo interno, sentada comigo no seu sofá, no apartamento nas graças, no "inverno" recifense de 2011. fabiana, mais que isso, é uma mulher dessas que mudam o mundo.

eu só posso dizer uma coisa: leiam, pelamordedeus.




cabalinha linda da mãe!

Reinvent Yourself 
Tuesday May 28, 2013

Our past does not dictate who we are. 

No matter where we have been, and no matter what we might have done in the past, it is a God-given gift that we can change. We can become the person we have always dreamed of being! 

We each have the power to reinvent ourselves as someone better than we were yesterday.



obrigada, yehuda, obrigada!

Thursday, May 23, 2013

é, courtney


go on

podem ir parando

recebi alguns comentários questionando meu posicionamento no post anterior, algumas muito absurdas, me chamando de racista, e que eu só fiquei ofendida com ele porque ele era negro. oi?

vou explicar assim bem facinho:

1. por que a ofensa dele contra mim ofende menos que uma ofensa contra ele, que eu nunca cometi? chamei ele de alguma coisa? nao. mas questiono, sim, a aceitabilidade da misoginia, porque sua raiz é a mesma do racismo: preconceito. ou seja, devia ser crime. mas misoginia é tolerada.

por que?

2. como ficou claro no título, o meu questionamento foi: por que se aceita que se ofenda uma mulher por associações ("mulher, logo puta") mas a mesma ferramenta, quando usada contra um homem, é crime? eu não vejo diferença. qual a diferença de chamar alguém de puta e alguém de preto? pra mim, é tudo racismo, é tudo errado. mas chamar de puta é tolerado.

por que?

3. se o cara fosse turco e eu tivesse chamado ele de terrorista; se fosse russo e eu tivesse chamado ele de comunista; se fosse alemão e eu tivesse o chamado de nazista; se fosse cadeirante e eu tivesse chamado ele de aleijado; se o cara fosse negro e eu tivesse chamado ele de preto: tudo isso teria consequências, mesmo sendo o fruto desses xingamentos o mesmo que ele usa pra me chamar de puta: preconceito e falta de respeito à pessoa. mas TODO MUNDO chama mulher de puta e passa despercebido.

por que?

ficou claro?

obrigada.

Wednesday, May 22, 2013

saldão 2013: as frô!


eu criei esse álbum só de flores, dedicado a minha amiga fernandinha beira-mar, porque ela é uma florista.


o saldão 2013 começa dia 01 de junho.

Tuesday, May 21, 2013

enquanto machismo não for visto como racismo, não vamos a lugar nenhum

eu moro no térreo. hoje o sol saiu, eu abri as janelas (que dão pra rua), sentei no meu sofá e fiquei trabalhando.

um cara muito estranho, que sempre olha dentro da minha janela, parou e soltou uma piadinha que eu não entendi e no fim fez "tsc, tsc".

por todas vezes que ele olhou dentro da minha janela e por mais esta, que foi extremamente invasiva; por ele ter parado pra me importunar, eu pulei enfurecida da janela e perguntei que diabos ele queria de mim. ele se virou e fazendo biquinho, perguntou se eu tinha ficado ofendididinha. aí começou o bate-boca, eu dizendo que ele não tinha o direito de enfiar a cabeça da minha janela pra me ofender, ele dizendo que se eu quisesse ficar sossegada devia fechar minha janela. o tempo todo ele falou comigo em tom de deboche, me diminuindo.

o que ele não sabia é que meu namorado estava no quarto e, quando ele saiu pra mandar o cara vazar, o cara fico puto - comigo. começou a chamar de puta e estudantezinha de merda e saiu andando e me xingando.

quer dizer, o cara pensa que me pode me tratar como quer, porque vê uma menina sozinha e acha que pode fazer o que bem entende. ao ver que ela não está sozinha, ele fica com raiva que estragou-se a brincadeirinha perversa dele.

o cara saiu me chamando de puta, as pessoas sairam na rua pra olhar, mas ninguém fez nada. ele era negro  e se eu tivesse chamado ele de preto, de qualquer coisa relacionada ao tom da sua pele ou aparência, ele ou meus vizinhos iam chamar a polícia por racismo, ou interceder defendendo-o, e eu ia sair de vilã.

mas chamar uma mulher de puta pode. chamar uma mulher de puta não choca ninguém.

não importa o quão errado ele estivesse, a sociedade dá a ele o direito de me xingar por ser mulher e sair ileso. já eu, eu não posso chamá-lo de nada, pra não perder a razão.

pra que caralho eu quero razão? eu quero é respeito.

até quando, meu deus, até quando?

Friday, May 17, 2013

al-fêmea news: act up!

1. todas comemorando no facebook a decisão do CNJ (eu incrusive) mas vamos lá: o supremo tribunal pode ainda jogar água fria na história. em brasília, só jean willys salva.

 Decisão do CNJ obriga cartórios a fazer casamento homossexual - Conselho também determinou conversão de união estável em casamento.

2. act up, fight back, beat aids at any age!
encontro em ny com meus novos musos na luta contra o hiv, peter staley e jim eigo, falando sobre "hiv e envelhecer". todo mundo esqueceu de falar sobre aids, enquanto gente ainda morre disso. pra mim é um mistério.

3. the invisible war é um documentário sobre violência sexual nas forças armadas americanas. minha única pergunta é: se soldados do exército americano são capazes de estuprar as próprias colegas, imagina o que eles não são capazes de fazer com mulheres e meninas nos países que eles invadem, países que, todos sabemos, os americanos odeiam.

é uma tragédia diária nascer menina.



4. a king kholid foundation, na arábia saudita, lançou a campanha "no more abuse" pra mulheres vítimas de violência doméstica. o intuito é encorajar denúncias que, ao menos em teoria, poderiam a partir de agora ser feitas de forma discreta. é melhor do que nada, mas eu acho tudo ainda muito questionável pois, num estado não-laico, onde as mulheres têm que usar essa merda burca (não me encham o saco falando sobre cultura, burca é tão violento quanto circuncisão forçada) nem podem nem sair na rua sozinha, duvido que uma campanha dessa funcione. mas né, a esperança é a única última que morre.



5. ainda é difícil pra mim opinar sobre a decisão de angelina jolie por uma dupla mastectomia preventiva. é duro por pensar que ela é uma milionária e que sua escolha só foi possível muito por ela ter grana pra bancar tudo isso. milhares de mulheres morrem por não poderem fazer o mesmo. e muitas lutas pela vida, sem nunca ter podido contar com essa chance. enfim...

por outro lado, acho altamente louvável que uma atriz de hollywood venha a público dizer que retirou as duas mamas, numa cultura que supervaloriza a beleza física e, mais que isso, sua perfeição. numa cultura que trata o câncer como um fantasma, onde as pessoas escondem que estão com câncer. espero que o ato dela encoraje a ver a mastectomia como um tratamento como todos os outros tratamentos médicos altamente invasivos, e nada mais e nada menos. o problema da mastectomia é o estigma, não apenas o procedimento em si, o estigma de "deixar de ser mulher", ou ser menos mulher. 

nesse ponto, ao assumir que fez sim e daí, angelina arrasou.

6. nova campanha da onu contra homofobia é bem americanizadazinha, com o slogan "you are not alone", o que é questionável. mas o que importa mesmo é a mensagem e a vontade política, quando se diz que direitos lgbt são direitos humanos. ó:

 


7. este ano faz 30 anos que dr. joe sonnabend (sonnabend é sábado em alemôo haha!) e seus pacientes richard berkowitz e michael callen publicaram uma brochura chamada "como fazer sexo durante uma epidemia". na época, sequer se tinha conhecimento sobre o que estava causando aids mas, whatever the hell it was, eles estavam seguros que era sexualmente transmissível e começaram uma campanha de prevenção. foram eles que criaram o nome "sexo seguro". graças a esses caras, sabe-se lá quantas pessoas deixaram de cotnrair o hiv. uma salva dji palmash pra eles!





e um ps importante sobre o unbreakable project: gente, tem um mói de leitora mandando link pro unbreakable project e me perguntando depois porque não ponho no vodca! é porque já falei desse projeto em janeiro de 2012. e em setembro de 2012 pedi pra pararem de mandar essa sugestão porque continuavam me mandando horrores. e hoje peço de novo: agradeço o carinho de mandar email indicando coisas, mas pelamordedeus parem de me mandar email indicando ele, não aguento mais!! :) hahaha

Thursday, May 16, 2013

gente, isso é sério

estamos vendo (ou não-vendo) o avanço da bancada evangélica em brasília, não de braços cruzados, pois há muita militância linda, mas meio de camarote. é uma onda sutil e extremamente perigosa, na qual feliciano está à frente como um poodle idiota que serve muito bem pra desviar nossa atenção pro que tá realmente acontecendo: um movimento retrógrado e danoso, onde a religião é usada como régua e termômetro no fazer político.

a gente sabe que na rússia a igreja ortodoxa anda de mãos dadas com putin e seus camaradinhas e por isso mesmo a liberdade de expressão, de imprensa, individual, sexual, política etc está abaladíssima. as pussy riot são o feliciano ao contrário de moscou: todo mundo prestou atenção nelas, e esqueceu de todas as outras barbaridades que o governo russo comete contra seus opositores, pois pra eles não se pode haver oposição.

num país machista e misógino como o brasil, o crescimento das neopentecostais dentro dos setores políticos é perigosíssimo. diversidade religiosa no espaço público deve ser considerada e respeitada, mas no parlamento, considerando que estamos num estado laico e democrático, não. não. e não.

devagarzinho, esses evangélicos das neopentecostais vão fazendo suas campanhas difamatórias não somente contra seus opositores no parlamento - como jean willys - mas também contra cidadãos como eu e você, o que é amendrontante. de uma hora pra outra, uma militante feminista vira pedófila, em vídeos que ofendem a pessoa e seus familiares, mas ferem principalmente a liberdade de expressão e de oposição que o brasil tem que ter.

marina silva é um exemplo do sutil e perigoso avanço religioso na nossa política, pois ela não é histérica como os seus coleguinhas de bancada, é discreta e nada burra. mas, como seus colegas, marina não sabe separar religião dos seus deveres de parlamentar, sinto dizer, e toda vez que mete os pés pelas mãos com comentários duvidosos, culpa a imprensa, dizendo que foi mal-interpretada. não basta marina ser anti-aborto e anti-casamento igualitário, marina chega a dizer que feliciano vem sofrendo preconceito por ser evangélico. marina silva, com sua bandeirinha humanista que não acena pra todos (uma humanista seletiva, que aberração), desconsidera a militância misógina, homofóbica, difamatória e racista de feliciânus, que graças a nosso sistema político vergonhoso, pode fazer isso dentro do âmbito legal.

eu só queria dizer antes da sexta-feira chegar que é pra gente estar atento e forte.

seria obama o primeiro presidente feminista da história?

eu não sei vocês, mas quando o presidente dos estados unidos vem a público dizer que "estupro é estupro", eu realmente começo a acreditar num mundo mais justo.





"rape is rape"
OBRIGADA, SENHOR!

finalmente, alguém são no mundo!






Tuesday, May 14, 2013

morte e vida do meu projeto de conclusão de curso, parte 2

... eu então dividi o uso do corpo em duas categorias: "trabalhos que elevam" e "o corpo a serviço".

no primeiro, está o corpo como ferramenta de conexão com o divino e é apresentado ou utilizado de forma metafórica: são os artistas.

na segunda categoria, estão todos os outros. mas todos os outros também têm subcategorias, já que existem conexões mais complexas. por exemplo: uma estátua-viva não é artista, já que trabalha com associações e não com criação (coisa da arte), mas é entretenimento, como é às vezes o artista. o mesmo vale para um cover de elvis presley. já um pedreiro, por exemplo, entra em outra subcategoria de "o corpo a serviço", pois é o ápice do trabalho corporal, mas em nada associativo nem entretenimento, apesar de "criar" algo.

significa dizer que, na minha categorização, elvis presley cover, o engolidor de facas, a barriga-de-aluguel e o operário da construção civil desempenham o mesmo papel.

uma coisa muito importante na categoria do corpo a serviço é o exibicionismo. quase todo trabalho que tem o corpo como capital tende a ser exibicionista, mas o trabalho do artista se aproveita do paradoxo entre superfície e interior, em vez de sucumbir a ele. enquanto no outro grupo, o corpo é meio e fim. e é aí que estava meu buraco-negro: falar do corpo dos outros sem ter que "descrevê-los", abstraindo sua superfície, mostrando mais do que sua materialidade.

(quero dizer que pra falar de um engolidor de faca, não tenho que necessariamente mostrá-lo em ação. mas, se não assim, como?).

lutei semanas com essa pergunta.



august sander e roger ballen

e jens roetsch e seu realismo patético
(termo perfeito criado por garcía marquez)


(e antes que vocês me perguntem o que o vendedor que vende 
bugingangas de porta em porta tem de performer, eu devolvo a pergunta)

fui ao circo aliás atrás de ver essa gente, e a aplicação do corpo no desempenho de funções que não são mais "contemporâneas". foi chocante, pois meus olhos "contemporaneizados" viram tudo com uma surpresa que a "era da internet" tirou há muito, e parecia que na minha frente todos os personagens de diane arbus tinham saido da jaula. mas não eram eles os culpados, somos nós em nossas jaulinhas limpinhas burguesas que não vemos mais as coisas e nos impressionamos com toda a sorte de merda, e ficamos indiferentes com aquelas que realmente importam.


circo aron, em berlim mitte.



(miscelânea)



sobre os artistas falo outro dia.




pra ler a parte um da série.

apois tá!

primeiro (e único) saldão de 2013 começa dia 01 de junho!


enquanto isso, vão fuçando aqui.


upa!


laysa, te amamos

laysa machado, professora do colégio estadual chico mendes, em curitiba, é a musa al-fêmea da semana. laysa nasceu num corpo de menino e há alguns anos fez a cirurgia de readequação genital, ganhou na justiça o direito de readequar também os documentos e é direitora da escola onde ensia.

uma mulher dessa muda o mundo, minha gente.

 (brigada, ricardo).




mundo livre!

Thursday, May 09, 2013

look do dia

arrasei no décó da minha mêzon





dizeres da vida

vamos falar de cotas: 50% de mulheres e 50% de homens? não. 100% de mulheres pra consertar o que os homens estragaram.


pilar, de saramago, 2007.


pensamento aletório da insônia

se cazuza estivesse vivo ele ia dizer o que?

que nossos heróis não morrem mais de overdose nem de nada.
fazem pilates e tomam suco verde
que nossos inimigos estão no blogger e fazem mil looks do dia por dia pra sobreviver.





que mundo chato do caralho, que tédio, que insônia. 

dizeres do dia

"a sociedade num é um negócio muito bem bolado".


angela ro ro (obrigada).

Wednesday, May 08, 2013

a cabalinha hoje

In time of conflict or judgment, it’s important to remember that we all have way more in common than we have differences.

 Everyone hurts. Everyone wants love. Everyone has good days and bad. 99.9% of our DNA is the same.

Let’s not let a little 0.01% get in the way of having tolerance and respect for each other.


 update 
falando nisso...
 

look do dia eterno

o céu sobre berlim
(no verão, a bem dizer)






Tuesday, May 07, 2013

inspiração do dia


dois livros de marcelo gomes
catálogo da expo de henri-pierre deroux e
mini-catálogo do eDS collectif, ambos do

morte e vida do meu projeto de conclusão de curso, parte 1

alguma coisa no mundo aconteceu ano passado e eu fiquei obcecada com o corpo como matéria-prima.

nunca contei aqui, mas ano passado ganhei a vida trabalhando como modelo-vivo em aulas de arte. ganhei uma grana boa e o mais encantador nesse trabalho era, além de receber aulas de pintura, desenho e história da arte de graça, era ter a oportunidade mára de ganhar dinheiro pra ficar duas horas quieta pensando. @profissãodossonhos

esses meses tendo meu corpo como ferramenta de trabalho me fez querer investigá-lo melhor, suas funções, suas utilizações, o corpo como ferramenta. coincidentemente ou não, meus melhores amigos estavam se ocupando disso; as melhores expos que visitei, filmes que vi e artistas que conheci estavam ocupados disso.

ricardo lançou seu primeiro livro em alemão que, para minha enorme surpresa, se chama "corpo: um manual". 


catarina veio a alemanha diversas vezes se apresentar e eu acompanhei seu processo de criação muito de perto. 

mergulhei em marina abramovic (todo mundo achou que não gosto dela por causa do post-desabafo, mas o post foi exatamente por amá-la a respeitá-la profundamente como artista), vito acconci, jean genet. li phillip roth em "homem comum", que fala da decadência do corpo (brigada, claris). 

descobri bruce nauman.
descobri bruce nauman.
descobri bruce nauman.



e fiz jejuns, andei descalça na neve, dormi de aquecedor desligado, frequentei  as áres de nudismo de todos os parques de berlim, de munique, do litoral português. parei de comer carne e passei boa parte de 2012 pelada (e por conseguinte resfriada haha porém plena e bem mais saudável na mente).

fiz todo um quiprocó, uma preparação do caraças, toda uma novela me ocupando da minha presença física e da dos outros, pois tinha decidido: meu TCC é sobre corpo e trabalho: o corpo como capital.

estava procurando no lugar errado e na metáfora equivocada a raiz de uma inquietação que vem de outro lugar. deu errado, claro. mas não vou contar agora, vou contar depois.




Monday, May 06, 2013

look do dia

o trabalho amor de mariette pathy allen!



um oferecimento da minha amiga felipe gutierrez 

Sunday, May 05, 2013

ajeitei meu anel
de rubi falso
que se quebrou
faz quase um ano
que diabos me levou
a nada fazer,
não me pergunte.

talvez porque
ando triste
faz um ano.
não, faz 30.

hoje simplesmente
consertei o anel
como se deve lutar
pela vida:
com os dentes.

costura dança de salão desenho canto skate marcenaria

se eu inventar de aprender tudo que quero aprender agora não vou ter nada pra descobrir quando ficar velha então guardo a ansiedade e deixo algumas coisas pra daqui uns 40 anos.




Friday, May 03, 2013

morre, feliciânus!

minha gente, já faz dois meses que feliciânus se mantêm na presidência da comissão de direitos humanos. a estratégia desse sujeito é clara: vencer pelo cansaço, mantendo-se presidente o maior tempo possível, para angariar votos na próxima eleição.

num país sério, qualquer político minimamente sério (considerando que estamos numa democracia) já teria renunciado, em nome da vontade e pressão públicas - tão achando que isso não acontece? pois: karl theodor zu guttenberg, que era ministro da defesa da alemanha, renunciou em 2011, por causa da pressão pública, depois de descobrirem que ele plagiou um mói gente na sua tese de doutorado. não tô dizendo que isso é motivo suficiente pra deixar um cargo, mas a população não gostou da atitude dele, pressionou e ele teve que sair, uai. assim é a vida.

agora, pastor feliciânus começou a trabalhar, minha gente, e a propor suas pautinhas: uma delas condena a três anos de cadeia que cometer heterofobia (como se isso existisse) e permite que "psicólogos" voltem a tratar gays e lésbicas, como se homossexualidade fosse doença (o conselho federal de psicologia baniu essa prática, mas feliciânus e seus comparsinhas dos infernos entendem homossexuais como doentes mentais).

eu conheço outro cara que achava que homossexuais eram doentes mentais e ele se chamava hitler e ele prendeu 100 mil gays e matou outros milhares em campos de concentração.

a organização mundial de saúde retirou a homossexualidade da sua lista de transtornos psíquicos há mais de 20 anos. feliciânus devia respeitar isso.

nesse artigo tem mais detalhes sobre o assunto e algumas opiniões importantes, como a do deputado jean wyllis e do presidente da comissão nacional de direitos humanos da OAB, wadih damous: "tratar homossexualidade como doença é algo de inspiração nazista e falar de uma discriminação que não existe, contra heterossexuais, é uma provocação".

eu fico querendo morrer de tristeza mais do que já morro. chega, minha gente, quanta palhaçada...

Thursday, May 02, 2013

al-fêmeas nius: nem tão nius assim mas vamos lá

1. abaixo-assinado da anistia internacional (@amor) pede justiça pro caso de estupro corretivo e assassinato da militante gay noxolo nogwaza, morta em 2011 na áfrica do sul. em dois anos, o processo não andou e os estupradores/assassinos continuam soltinhos da sila como se nada.

2.beijaço contra o feliciânus! *eu não li essa matéria pois já esgotei minha cota mensal de 40 artigos na folha de são paulo (haha que pobre).

3. "homofobia é coisa de veado" e isso não é frase de efeito.


4. obama mandou muito bem ao comentar a saída de jason collins do armário. arrasaram, os dois.




5. enviado pela minha amiga jéssica mangaba, o campo de concentração para jovens "efeminados" (TENHO ALERGIA DESSA PALAVRA MEDONHA) na áfrica do sul (onde mais). aqui tem o link em português e um artigo mais detalhado tem no site do telegraph, em ingrêi.